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Estudiosa das Tradições e Espiritualidade Femininas, Mitos, Contos de Fadas, Eco-feminismo e outros temas ligados ao Universo das Mulheres. Uma das precursoras e divulgadora da cultura celta e divino feminino no Brasil (há cerca de 17 anos desenvolve trabalhos na área). Em 1999, esteve na Irlanda onde teve a oportunidade de visitar e vivenciar os locais sagrados de nossos ancestrais celtas. Integrante de Tradições Espiritualistas, dentre elas: Druídica (por Emma Restall Orr - Inglaterra) e Alexandrian (por Edmundo Pellizari) e Xamânica Celta (John Matthews - Inglaterra) Nas ARTES: Praticante da Sagrada Dança do Ventre e Yoga. Atualmente estuda o estilo TribalFusion Bellydance. Cantora, baterista e guitarrista.

segunda-feira, junho 21, 2010

Dia internacional do que mesmo?

Postado originalmente no Feminino Essencial em 07mar2009
Quando uma maioria é tratada como minoria - estou sendo sarcástica - temos algo irônico, porém ainda necessário, como o controverso Dia Internacional das Mulheres.
Por outro lado, é a oportunidade de nos lembrarmos dos absurdos que ainda são cometidos a mais da metade da população mundial.
Esses absurdos que não se limitam á violência física, normalmente enfatizada nessa ocasião. A violência emocional é a base para toda e qualquer outra forma de agressão... E precisamos lembrar que a violência e preconceito não atingem só as mulheres distantes de uma realidade sócio-cultural menos estruturada, mas a todas nós. Melhor dizendo, a todas e a todos nós, seres humanos (e demais seres que fazem parte desse planeta).

Durante muitos anos eu me recusava a fazer qualquer celebração nessa data, pois achava totalmente preconceituosa na PRÁTICA essa data. Sei o porquê e sei da raiz desse dia, mas tudo isso também foi deturpado, muitas vezes se restringindo á "dar rosas" às mulheres, sem nenhum conteúdo ou conceito do ato.
Mas resolvi olhar por outro ângulo. Resolvi tentar fazer minha parte aproveitando as oportunidades para dar uma voz maior á algo que faz parte do meu dia-a-dia.

Precisamos dar orgulho e noções de confiança e auto-estima. Precisamos falar abertamente das nossas reais necessidades femininas, como o crescer, amadurecer e envelhecer como mulheres dignas e conscientes de quão única é cada uma.
Sentir nossos corpos, mentes e espíritos, deixar que nossas emoções expressem essas necessidades, quebrar padrões limitadores sobre nossa sexualidade e formas de sentir e agir, olhar mais pra si mesmas "de dentro pra fora" e de "fora pra dentro" e não nos adequarmos simplesmente ao "imaginário masculino".

Não referir nossa espécie como "o homem", mas sim como SERES HUMANOS. Cada vez que ouço ou leio essa expressão "O HOMEM" minha alma arde. Esse pra mim é o mais contundente "preconceito conceituado" e que normalmente é desígnio, ou seja, intento, da nossa espécie. Somos
SERES HUMANOS,
SERES QUE VEM DO HUMUS,
SERES DA TERRA FÉRTIL,
SERES DESSE PLANETA MÃE QUE FUNCIONA DE FORMA EXTREMAMENTE FEMININA, CÍCLICA.

Mas o que fazer?

QUESTIONAR, QUESTIONAR E QUESTIONAR o que é dado como normal. Não há mais condições de vivermos num mundo feito por mulheres e homens, mas com os ditames do ponto de vista masculino. Isso precisa mudar e está mudando... Graças á tantas mulheres e homens que resolveram transformar suas realidades e dessa forma, TRANSFORMAR O MUNDO.

Queria muito escrever mais sobre tudo isso e argumento não falta... Mas deixo espaço aqui para que cada uma de nós coloque SUA ANÁLISE mental e emocional sobre tudo isso...

O bastão da palavra segue...

Honrando cada ventre, mente e coração sagrados... Beijos
P.
PS: um pouco de ironia para ilustrar nossa conversa, rindo (ou melhor... rosnando com a realidade). Os bobos da corte (seres do humor) eram os donos da verdade durante grande parte da história humana... E ainda o são...



*imagens retiradas do blog maryvillano.blogspot.com

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