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Estudiosa das Tradições e Espiritualidade Femininas, Mitos, Contos de Fadas, Eco-feminismo e outros temas ligados ao Universo das Mulheres. Uma das precursoras e divulgadora da cultura celta e divino feminino no Brasil (há cerca de 17 anos desenvolve trabalhos na área). Em 1999, esteve na Irlanda onde teve a oportunidade de visitar e vivenciar os locais sagrados de nossos ancestrais celtas. Integrante de Tradições Espiritualistas, dentre elas: Druídica (por Emma Restall Orr - Inglaterra) e Alexandrian (por Edmundo Pellizari) e Xamânica Celta (John Matthews - Inglaterra) Nas ARTES: Praticante da Sagrada Dança do Ventre e Yoga. Atualmente estuda o estilo TribalFusion Bellydance. Cantora, baterista e guitarrista.

segunda-feira, junho 21, 2010

A dança sagrada em minha vida...

A Dança Sagrada Feminina em minha vida

Sedução e brilho não são premissas das aulas mas resultados do processo gradativo do despertar da Deusa-bailarina interior de cada praticante. Este é o foco da professora Patricia Fox, especialista em Espiritualidade e Mitologia Femininas. Ela relata como foi sua aproximação com a dança, desde a infância, passando pelas danças circulares, tribal e do ventre, e como criou uma dinâmica própria onde, através de apresentações em dupla com Kiki Garcia, consegue levar a espiritualidade feminina a grupos onde a exposição com a linguagem da dança facilita o entendimento do sagrado.
Patrícia conta com paixão suas vivências. "Meu processo de ensinar participar de alguns passinhos dessas mulheres, me emociona e me enche de inspiração para querer ir cada vez mais fundo na dança e em mim mesma e, com isso, ter capacidade de voar cada vez mais alto".


Quando o Ricardo me pediu um artigo, encontrei diversas idéias querendo se expressar através de mim. Resolvi abordar num pequeno depoimento a minha história pessoal, a principal ferramenta de toda pessoa que se propõe a curar não só a si, mas também a comunidade e a Terra.
A dança sempre esteve presente na minha vida, pois sou filha de artistas e a dançar era uma das atividades mais incentivadas, principalmente por minha mãe. Porém, demorou um pouquinho para que eu percebesse que a dança não só me divertia, mas também poderia ser uma medicina sagrada.
Em 2001, tive a sorte de receber Karin Kansog na Hera Mágica para conduzir aulas de danças circulares sagradas. Eu adorava participar sempre que podia, achava mágico e alimentava minha menina interior. Mas minha Afrodite precisava de uma outra ferramenta...
Dois anos mais tarde, foi a vez de iniciar as aulas de dança do ventre. Convidei uma de nossas alunas dos grupos de estudos, Vania Psique, para dar aulas na Hera. Ela foi minha primeira professora e formamos um grupo muito bom (nos apresentamos algumas vezes nos nossos antológicos saraus). Logo depois de começar as aulas, passei por uma grande transformação pessoal e a dança do ventre funcionou como uma forma mais leve de vivenciar uma jornada para dentro de mim. A poderosa Afrodite veio me auxiliar com sua luz nas muitas sombras que tive de enfrentar. Me apaixonei pela dança e por uma parte de mim mesma que não conhecia muito bem.
Comecei a pesquisar sobre as relações emocionais na prática. Um pequeno livro de Sueli Lyz me ajudou a conectar os movimentos com os arquétipos das Deusas (um dos principais temas de minha pesquisa) e me abriu várias possibilidades na aplicação curativa, ainda pessoal, da dança.
Passei praticamente três anos como autodidata, deixando a dança me levar, sentindo o que meu corpo queria falar e encontrei belas poesias e melodias, muitas vezes dolorosas, mas sem perder a beleza.
Em 2007, iniciei minhas aulas com a fantástica bailarina Salua Cardi e, em seis meses, ela me convenceu de que eu estava preparada para dar aulas para iniciantes.

Minha abordagem hoje nas aulas está ligada a fazer com que a dança seja realmente um veículo para o resgate do feminino. A sedução e o "brilho" são conseqüências do despertar da Deusa-bailarina interior e não o foco em minhas aulas. A mulher precisa dançar primeiramente para si própria para que possa compartilhar seu deleite com quem assiste sua arte. Adoro ver a transformação de minhas alunas em "flores desabrochando", este é um processo sagrado.

Me emociona e me enche de inspiração - No mesmo ano de 2007, através da minha grande amiga e parceira de dança Kiki Garcia, conheci um estilo de dança que fez minha alma e olhos brilharem, ou seja, nascia mais uma paixão: o Tribal Fusion Bellydance. Esse estilo trouxe o que faltava na dança do ventre para mim. Finalmente Lilith dava as mãos para Afrodite e, juntas, mostraram-me as duas faces da bailarina interior... O dia e a noite, a luz e a sombra, a lua nova e a cheia, ou simplesmente o Poder Íntegro da Serpente que habita todas nós.
Eu e Kiki formamos uma dupla, a WOLFOX, e começamos não só as pesquisas como também a nos apresentar timidamente, mas procurando mostrar com sinceridade o que sabemos, trabalhando com nossas limitações e procurando evoluir sempre, mesmo que devagar. A maravilhosa e competente Mariana Quadros é nossa professora e também participamos de alguns workshops, dois deles com a condução de Sharon Kihara, uma das melhores do mundo.
Toda essa caminhada tem me dado muito prazer e me aberto portas em diversos lugares, como por exemplo, levar a espiritualidade feminina a grupos e locais onde a exposição com a linguagem da dança facilita o entendimento do sagrado. Criei uma dinâmica inspirada em conhecimentos que tive o privilégio de ter recebido e o resultado tem sido maravilhoso. A melhor satisfação é receber os depoimentos e olhares de mulheres que, após a prática, afirmam que "voltaram a ser o que realmente são, mas tinham se esquecido".
Saber que todas as mulheres são belas, saber que todos os corpos são sagrados, saber que em nós há uma deusa da dança pronta para nos levar por uma jornada cheia de cores claras e escuras, dançar e descobrir que os casulos feitos de medo podem se metamorfosear em lindas borboletas feitas de aceitação e confiança, é mágico! Meu processo de aprender, e ensinar participar de alguns passinhos (de dança) dessas mulheres, me emociona e me enche de inspiração para querer ir cada vez mais fundo na dança e em mim mesma e, com isso, ter capacidade de voar cada vez mais alto.
A dança sabiamente não faz cair todos os véus, mas é uma ferramenta sagrada para (re)aprendermos a transformar muitos deles em asas!
Beijos e caminhada florida, com muita dança, para todas nós!


Patricia Fox
Especialista em Espiritualidade e Mitologia Femininas. Graduanda de Licenciatura em Filosofia. Coordena cursos, círculos de mulheres e atendimentos terapêuticos destinados ao Resgate da Sabedoria Ancestral e desenvolvimento do Feminino Essencial. Criadora do método THEATERAPIA (Terapia da Deusa) onde mescla seus conhecimentos como astróloga, oraculista, terapeuta e iniciada em técnicas de cura e aconselhamento. Integrante de Tradições Espiritualistas, dentre elas: Druídica (por Emma Restall Orr - Inglaterra) e Alexandrian (por Edmundo Pellizari) e Xamânica Celta (John Matthews - Inglaterra).
www.patriciafox.multiply.com
www.heramagica.com.br
www.femininoessencial.com.br
patfoxy@gmail.com
SÃO PAULO/SP

Fotos: Arquivo pessoal
Fonte: Absoluta

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