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Estudiosa das Tradições e Espiritualidade Femininas, Mitos, Contos de Fadas, Eco-feminismo e outros temas ligados ao Universo das Mulheres. Uma das precursoras e divulgadora da cultura celta e divino feminino no Brasil (há cerca de 17 anos desenvolve trabalhos na área). Em 1999, esteve na Irlanda onde teve a oportunidade de visitar e vivenciar os locais sagrados de nossos ancestrais celtas. Integrante de Tradições Espiritualistas, dentre elas: Druídica (por Emma Restall Orr - Inglaterra) e Alexandrian (por Edmundo Pellizari) e Xamânica Celta (John Matthews - Inglaterra) Nas ARTES: Praticante da Sagrada Dança do Ventre e Yoga. Atualmente estuda o estilo TribalFusion Bellydance. Cantora, baterista e guitarrista.

sexta-feira, julho 23, 2010

Copo menstrual - alternativa Eco-consciente!

Copo de silicone é opção ecofriendly para ‘aqueles dias’

Usado na Europa e Estados Unidos, aparato substitui o absorvente higiênico convencional

13 de julho de 2010 | 17h 15
Carolina Spillari - estadao.com.br


Em lugar dos tradicionais absorventes descartáveis, utilizados pela grande maioria das mulheres no período menstrual, mas que levam cem anos para se decompor na natureza, as europeias e norte-americanas vêm
adotando os copinhos de silicone, usados da mesma forma que os
absorventes internos. Apesar da maioria das brasileiras ainda mostrar
resistência, alguns especialistas destacam que a solução é limpa e,
melhor, não agride o meio ambiente, contribuindo para reduzir o volume
de lixo nos aterros sanitários.

Paulo Liebert/AE
Paulo Liebert/AE
Especialistas destacam que a solução é mais limpa

"As brasileiras que moram lá fora (no exterior) acabam não usando por uma questão cultural", observa o ginecologista e obstetra do Hospital Albert
Einstein, Eduardo Zlotnik. Para o médico, o método é ótimo, por que
você gera menos lixo. "A vantagem do copo é que a mulher pode tirar e
lavar", diz ele.



No Brasil, o absorvente convecional é o mais consumido. O copinho causa a mesma surpresa que os absorventes internos, quando surgiram no mercado.
As mulheres torcem o nariz. É o que conta a dançarina Patrícia Fox, de
42 anos. "Minhas amigas ficam interessadas, mas desconfiadas." Patrícia
diz que qualquer mulher que trabalha fora de casa pode incluir o copo em
sua rotina, desde que tenha uma pia para lavá-lo, após esvaziá-lo.
Antes de começar a usar o copo, não se sentia bem ao descartar
absorventes no lixo. "Quando descobri o copinho me senti muito mais
leve", desabafa.



Mas a higiene do método e mesmo a necessidade premente de se evitar a poluição por absorventes higiêncos tradicionais estão longe de ser
consenso. A fotógrafa Maíra Gross, 31 anos, usa os absorventes
convencionais descartáveis e se diz satisfeita. "Não vejo um absorvente
reutilizável como algo higiênico", diz. Para Maíra, antes do absorvente
ser considerado como algo a ser reciclado, os lixos mais comuns - como o
orgânico doméstico e os recicláveis, como papel e vidro - devem ser
prioridade. E alfineta: "O uso de fraldas descartáveis deveria ser
analisado antes."



No tempo da vovó



Há ainda quem defenda a volta dos paninhos, uma controvérsia tão grande como os reutilizáveis de silicone. Formada em medicina natural há cinco
anos, Maíra Salomão alterna os panos com o copo interno. "É extremamente
higiênico e muito mais prático para as mulheres que tem uma rotina
intensa". Segundo Maíra, o copo tem o formato do cólo e se adapta melhor
ao útero, diferente dos absorventes internos.





As marcas mais comuns usadas pelas americanas e europeias são o Mooncup (http://www.mooncup.co.uk/languages/pt/compre-o-agora/Brasil.html ), o DivaCup (http://www.divacup.com/),
The Moon Keeper (http://www.keeper.com/),
Fleurcup (http://fleurcup.com),
Femmecup (http://www.femmecup.com),
Ladycup (http://www.ladycup.eu/),
Lunette (www.lunette.fi/pt/).




O médico Eduardo Zlotnik lembra que o uso de reutilizáveis é uma boa opção quando componentes dos absorventes descartáveis causam alergia. "É um
detalhe que faz com que a gente peça para a paciente mudar de marca",
acrescenta, lembrando que, nas classes de menor poder aquisitivo, isso
não é possível. "Em classes menos favorecidas economicamente, a gente
encontra muitas mulheres usando paninho. Não é barato para quem ganha um
salário mínimo, e tem que sustentar uma família, gastar mais cinco
reais por mês em absorvente", explica o ginecologista.


Para
a fotógrafa Maíra Gross a volta ao pano talvez não seja a melhor
solução. "Haveria mais consumo de água, o que não seria bom. Precisamos
de uma solução mais abrangente", conclui

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,copo-de-silicone-e-opcao-e...

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